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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026
Rússia diz que manterá limites ao arsenal nuclear se EUA fizerem o mesmo
Declaração ocorre após expiração do tratado Novo START, que restringia ogivas dos dois países.
O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira (11) que Moscou continuará respeitando os limites para o desdobramento de seu arsenal nuclear, mesmo após a expiração do tratado Novo START, desde que os Estados Unidos façam o mesmo.
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Segundo Lavrov, as restrições previstas no acordo “continuarão em vigor, mas apenas se os Estados Unidos não ultrapassarem os limites estabelecidos”.
O chanceler disse ainda, em discurso no Parlamento russo, que Moscou adotará uma postura “responsável” sobre o tema, baseada em “uma análise da política militar americana”.
A Rússia e os Estados Unidos possuem, de longe, os maiores arsenais de armas nucleares.
Desde que o tratado Novo START expirou em 5 de fevereiro, já não vigora nenhum texto bilateral que limite o desdobramento de armas atômicas das duas potências.
Mesmo assim, o Kremlin anunciou na semana passada que Moscou e Washington concordaram em manter uma abordagem "responsável" e continuar negociando a respeito.
Assinado em 2010, o Novo START limitava a 1.550 o número de ogivas nucleares estratégicas mobilizadas por cada país — uma redução de quase 30% em relação ao teto anterior, definido em 2002.
O tratado também previa inspeções presenciais nos arsenais nucleares, mas essas visitas foram suspensas em 2023.
O presidente americano, Donald Trump, que não respondeu à proposta de prorrogação feita por Moscou, defendeu "um novo tratado aprimorado e modernizado".
Segundo ele, o Novo START foi "mal negociado" pelo governo de Barack Obama, então presidente.
Os Estados Unidos defendem que a China participe de futuras negociações para limitar armas nucleares. Pequim, no entanto, rejeita a proposta, alegando que seu arsenal é muito menor que o das duas potências.
G1
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