Notícias da Região | Oeste Baiano
Terça-feira, 14 de Abril de 2026
Oeste da Bahia registra avanço lento na colheita da soja e preocupa produtores com clima irregular
Atualmente, a maior parte das lavouras encontra-se entre os estádios R6 e R7, fases finais de desenvolvimento da cultura, com diversas propriedades já em plena colheita. Nas áreas mais atrasadas, os efeitos do clima são mais evidentes, exigindo atenção redobrada no manejo.
A colheita da soja da safra 2025/26 no Oeste da Bahia avança sob desafios e já atinge 69,7% da área cultivada. O índice, embora significativo, ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior, quando os trabalhos já alcançavam 90%, evidenciando o impacto direto das condições climáticas ao longo da temporada.
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O principal entrave para o ritmo mais lento tem sido a irregularidade das chuvas nas diferentes microrregiões produtoras. Em muitos pontos, o excesso de umidade dificultou a entrada de máquinas nas lavouras, atrasando operações e exigindo maior cautela por parte dos produtores. Por outro lado, nas últimas semanas, a melhora no clima trouxe fôlego às atividades, permitindo um avanço mais consistente e elevando a área colhida para mais de 1,5 milhão de hectares.
Mesmo diante dos desafios climáticos, as produtividades seguem dentro das expectativas. Nas áreas de sequeiro, os números preliminares variam entre 67 e 75 sacas por hectare, demonstrando a resiliência das lavouras. No entanto, a umidade elevada também favoreceu o surgimento de doenças típicas de final de ciclo, o que tem impactado pontualmente a qualidade e o rendimento dos grãos.
Atualmente, a maior parte das lavouras encontra-se entre os estádios R6 e R7, fases finais de desenvolvimento da cultura, com diversas propriedades já em plena colheita. Nas áreas mais atrasadas, os efeitos do clima são mais evidentes, exigindo atenção redobrada no manejo.
Com o andamento da colheita, o olhar do produtor já se volta para a próxima etapa: a implantação da segunda safra. Culturas como milho, sorgo, milheto, feijão, braquiária e mamona começam a entrar no planejamento. No entanto, a definição das áreas ainda depende de um fator decisivo: a regularidade das chuvas nas próximas semanas.
O cenário reforça a necessidade de estratégia e acompanhamento constante das condições climáticas, em um ciclo que segue exigindo resiliência e tomada de decisão precisa no campo.
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