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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026

"Não somos uma equipe jovem": como estratégia do Flamengo explica rotação de Jardim para encarar maratona

Treinador utilizou 19 jogadores diferentes no time titular em três jogos e segue pensamento do clube para minimizar problemas físicos e explorar elenco

Em uma semana, o Flamengo jogou por três competições diferentes e usou 19 jogadores como titulares nas escalações. Com diferentes níveis de prioridade para os torneios que disputa, o técnico Leonardo Jardim vem fazendo rotações no elenco que passam por alguns principais pontos de necessidade. Dentre eles, a média de idade, a quantidade de viagens e os índices físicos para minimizar as lesões.

Contra Independiente Medellín, Bahia e Vitória, Jardim usou Rossi, Royal, Danilo, Léo Pereira, Ayrton Lucas, Paquetá, Evertton Araújo, Carrascal, Arrascaeta, Lino, Bruno Henrique, Varela, Léo Ortiz, Alex Sandro, Plata, Pedro, De la Cruz, Luiz Araújo e Everton Cebolinha. Resta só um jogador do elenco principal que ainda não ganhou chance com o português, o goleiro Andrew.

O calendário apertado até a parada da Copa do Mundo obrigará o Flamengo a fazer algumas concessões em determinados momentos para manter o elenco fisicamente apto o máximo possível. De sábado, quando a delegação viaja para Belo Horizonte, até o duelo contra o Athletico-PR (o último fora de casa antes da pausa), o time vai percorrer 20.209,70 km em 22 dias. Quando retornar de Curitiba, a equipe faz quatro jogos em casa e para.

Rio de Janeiro - Belo Horizonte: 340,05 km

Belo Horizonte - Rio de Janeiro: 340,05 km

Rio de Janeiro - Buenos Aires: 1.969,87km

Buenos Aires - Rio de Janeiro: 1.969,87km

Rio de Janeiro - Medellín: 4.783,41 km

Medellín - Rio de Janeiro: 4.783,41 km

Rio de Janeiro - Porto Alegre: 1.124,61 km

Porto Alegre - Rio de Janeiro: 1.124,61 km

Rio de Janeiro - Salvador: 1.210,64 km

Salvador - Rio de Janeiro: 1.210,64 km

Rio de Janeiro - Curitiba: 676,27 km

Curitiba - Rio de Janeiro: 676,27 km

Com isso em mente, o pensamento de Jardim se alinha com a ideia que a diretoria já tinha na época de Filipe Luís. A estratégia traçada antes do início da temporada envolvia justamente ter dois jogadores considerados titulares por posição. Depois de alguns meses, o português já identificou o que acredita que precisa melhorar para que o clube ataque na janela e equilibre o plantel.

Além disso, rejuvenescer o grupo é uma das prioridades de Bap. As contratações nesta temporada, inclusive, seguem esse perfil traçado pela direção de evitar negociar jogadores com mais de 26 anos. A média de idade do elenco que terminou 2025 foi de 27,8 anos.

— Às vezes os plantéis são pelas necessidades. Nesse campeonato, onde o Flamengo pode fazer 70, 80 jogos, existe uma necessidade de termos um elenco com opções para todas as posições, porque vem as lesões. Os jogadores não podem jogar os 80 jogos, não são super-homens, são humanos. Nossa equipe tem uma especificidade maior ainda, porque não somos uma equipe jovem. Vocês verificaram pelo menos em duas situações que eu tive que carregar mais o Jorginho e o Alex (Sandro), eles acabaram tendo contraturas e ficando de fora. Se fosse um jovem, talvez não acontecia. O Evertton teve a mesma carga, mas está na flor da idade - afirmou Jardim.

Ge

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