Esporte | Futebol

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026

Marta aos 40: a rainha que transformou o futebol e segue fazendo história

Jogadora acumula recordes inéditos e títulos pelos clubes e pela Seleção Brasileira

Aos 40 anos, Marta segue ocupando um espaço que ninguém mais alcançou no futebol: o de maior referência de todos os tempos. Celebrando quatro décadas de vida nesta quinta-feira (19), e prestes a iniciar sua 26ª temporada como

Siga nosso Instagram Correio do Cerrado

profissional, a camisa 10 continua somando títulos, recordes e uma coleção de feitos que atravessam gerações. Sua trajetória reúne momentos decisivos dentro e fora de campo — dos primeiros gols na Copa do Mundo às conquistas na Europa, passando pelos prêmios que redefiniram o futebol feminino e pelos discursos que ecoaram mundo afora.

Um desses momentos marcantes aconteceu em 2019, quando a eliminação do Brasil na Copa do Mundo deu origem ao discurso que virou marco do esporte feminino. Naquele dia, Marta fez um chamado histórico às novas gerações: “É um momento especial e a gente tem que aproveitar. Digo isso no sentido de valorizar mais. Valorize. […] Não vai ter uma Formiga para sempre, não vai ter uma Marta para sempre, não vai ter uma Cristiane. O futebol feminino depende de vocês para sobreviver. Então pensem nisso, valorizem mais. Chorem no começo para sorrir no fim”.

Dos 14 anos no Vasco ao topo do mundo

A caminhada começou cedo. Aos 14 anos, Marta deixou Dois Riachos (AL) rumo ao Vasco para perseguir o sonho de se tornar jogadora — viagem que simbolizou sua primeira grande vitória. Ao longo dos anos, somou passagens por clubes históricos, títulos na Europa e uma lista de conquistas raras até mesmo entre atletas de elite: campeã da Champions League, campeã sueca, campeã nos Estados Unidos e campeã sul-americana em diferentes gerações.

Sua explosão mundial veio no início dos anos 2000. Em 2003, ainda adolescente, marcou gols decisivos na Copa do Mundo e conquistou seus primeiros títulos com a Seleção. No Mundial de 2007, viveu uma das performances mais impressionantes já vistas em grandes torneios: foi artilheira, melhor jogadora da competição e liderou o Brasil ao vice-campeonato após marcar gols memoráveis — incluindo o histórico drible de meia-lua contra os Estados Unidos.

Recordes que ninguém igualou

A lista de feitos únicos de Marta parece inesgotável. Ela é:

a maior artilheira da história das Copas do Mundo, entre homens e mulheres (17 gols);

a única atleta seis vezes eleita Melhor do Mundo pela FIFA (2006–2010 e 2018);

a primeira mulher na Calçada da Fama do Maracanã;

a jogadora com gols marcados em cinco Mundiais diferentes.

Esses marcos aparecem lado a lado com feitos simbólicos. Na Copa América, Marta somou quatro títulos e marcou gols decisivos até mesmo em 2025, já como veterana, quando levou a final aos pênaltis. Em clubes, manteve a escrita de ser campeã por todos os times que defendeu desde a ida à Europa, em 2004.

Em 2024, aos 38 anos, conquistou o título da NWSL — a principal liga dos Estados Unidos — levantando também o troféu de melhor campanha da temporada. No mesmo ano, recebeu o prêmio que leva seu próprio nome: o Prêmio Marta, criado pela FIFA como versão feminina do Puskás. A primeira vencedora? Ela mesma, com um golaço marcado pela Seleção.

O símbolo que transborda o jogo

Marta ultrapassou o estatuto de atleta para tornar-se referência do esporte mundial. Está nos livros, nos documentários, em prêmios internacionais e em iniciativas da ONU, da qual é embaixadora desde 2010. Sua voz se tornou tão forte quanto seu futebol — voz de quem defendeu igualdade, combateu pisos sintéticos em grandes torneios, denunciou desigualdades estruturais e inspirou novas gerações de meninas e meninos.

Neste ano, Marta celebrou outro marco pessoal ao se casar na Flórida com a ex-jogadora Carrie Lawrence, ex-companheira de Orlando Pride — gesto que reforçou ainda mais sua presença como símbolo de representatividade.

A história que continua

Mesmo após seis Copas do Mundo, seis Olimpíadas e mais de duas décadas brilhando em campo, Marta segue no mais alto nível. Lidera o Orlando Pride e continua sendo convocada para a Seleção. Seu futebol segue competitivo, decisivo, inspirador.

Os 40 anos de Marta marcam um capítulo a mais na trajetória de quem mudou o futebol para sempre — no Brasil, na América do Sul e no mundo.

portalvermelho

Clique aqui para participar do nosso grupo de WhatsApp

Correio do Cerrado – Notícias que conectam você ao Nordeste Goiano e Oeste Baiano.