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Quarta-feira, 27 de Maio de 2026
Governo de Goiás amplia proteção no Parque Estadual de Terra Ronca com compra de áreas da caverna São Vicente I
Por conta das características ambientais e do nível de dificuldade do percurso, as visitas à caverna só podem ser realizadas com autorização prévia da Semad e acompanhamento obrigatório de condutores habilitados.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) anunciou a aquisição de duas propriedades rurais localizadas no Parque Estadual de Terra Ronca (Peter), nos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás, no Nordeste goiano. As áreas adquiridas incluem a entrada da caverna São Vicente I e o início da trilha de acesso à cavidade, um dos principais patrimônios naturais do Brasil.
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Considerada a 5ª maior caverna do país, a São Vicente I possui cerca de 16,4 quilômetros de extensão e impressiona visitantes pelas 12 cachoeiras formadas pelo rio São Vicente, além da famosa travessia subterrânea, conhecida nacionalmente entre aventureiros e amantes do ecoturismo.
Por conta das características ambientais e do nível de dificuldade do percurso, as visitas à caverna só podem ser realizadas com autorização prévia da Semad e acompanhamento obrigatório de condutores habilitados.
Segundo o Governo de Goiás, a aquisição das propriedades tem como objetivo garantir o acesso público organizado, reforçar a proteção dos ambientes subterrâneos e criar melhores condições para o desenvolvimento de pesquisas científicas, ações de educação ambiental e fortalecimento do turismo de natureza na região.
Com as novas aquisições, a área regularizada do Parque Estadual de Terra Ronca passou de aproximadamente 65% para 68%. O parque possui cerca de 57 mil hectares e abriga um dos mais importantes patrimônios espeleológicos do Brasil, reconhecido pela riqueza de cavernas, rios subterrâneos e formações naturais únicas.
Além da São Vicente I, outras importantes cavernas da região já pertencem integralmente ao patrimônio público estadual, entre elas Bezerra, São Vicente II, Sistema São Mateus, São Bernardo-Palmeiras, São Bernardo, Pau-Pombo e Sambaíba.
A medida representa mais segurança jurídica para a gestão do parque e fortalece a preservação ambiental de uma das áreas mais valiosas do Cerrado brasileiro.
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