Esporte | Fórmula 1

Segunda-feira, 09 de Março de 2026

F1 avalia mudar regras de gestão de energia dos carros após GP da China

Pilotos apontaram gerenciamento de bateria como problemático e determinante em ultrapassagens na Austrália. Diretor da FIA diz que vai rever a questão depois da corrida em Xangai

Principal ponto de críticas dos pilotos e equipes em relação ao novo regulamento da Fórmula 1, o gerenciamento de energia dos carros pode ter modificações depois do GP da China, marcado para o domingo (15). Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), disse que a entidade tem algumas “cartas na manga” para melhorar o cenário, com os carros atuais muito dependentes da carga da bateria.

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De acordo com o "The Race", a federação está ciente das reclamações de pilotos e equipes e concorda que o uso da energia não está no nível adequado. No entanto, Tombazis ressaltou que a FIA tenta não tomar decisões precipitadas neste início de ano.

– A posição unânime das equipes foi de que deveríamos manter as regras atuais pelas primeiras corridas, e rever o assunto quando tivermos um pouco mais de dados. A nossa intenção é rever a situação do gerenciamento de energia depois da China – iniciou.

– Temos algumas cartas na manga sobre isso, que não queremos introduzir depois da primeira corrida como uma reação instintiva, e vamos revisar com as equipes depois da China – finalizou.

Depois da prova em Xangai, a Fórmula 1 terá uma semana de pausa e retorna no dia 29, com o GP do Japão. A FIA terá a possibilidade de testar as novas regras em uma pista mais amigável ao uso de bateria e, caso considere que mudanças são necessárias, pode anunciá-las já para a prova em Suzuka. No entanto, Tombazis não disse quais são as possibilidades avaliadas no momento.

A nova era de carros da F1 2026 trouxe mudanças tanto no regulamento técnico, com alterações aerodinâmicas, quanto na forma como o motor opera. A parte elétrica ganhou mais importância e representa cerca de 50% da potência total do carro, com a outra parte reservada para o motor à combustão.

No entanto, o aumento de potência da parte elétrica gerou um efeito colateral: os carros estão tendo muita dificuldade na recuperação de energia. Em geral, esta recuperação é feita usando diferentes mecanismos, como ao frear o carro ou tirar o pé antes nas retas (o chamado lift and coast). Mas as técnicas não têm sido suficientes para a recarga.

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