Brasil | Safra
Sexta-feira, 24 de Abril de 2026
Clima irregular e calor desafiam o milho safrinha e acendem alerta para produtividade no Centro-Oeste
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apesar das adversidades climáticas, as condições gerais ainda são consideradas favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento da cultura em grande parte das regiões produtoras. No entanto, a má distribuição das chuvas e a redução dos volumes em estados estratégicos acendem um alerta importante para o setor.
O desenvolvimento do milho segunda safra avança pelo Brasil em meio a um cenário desafiador, marcado pela irregularidade das chuvas e pela persistência de temperaturas elevadas. Esses fatores têm impactado diretamente o desempenho das lavouras nesta fase decisiva do ciclo produtivo.
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De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apesar das adversidades climáticas, as condições gerais ainda são consideradas favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento da cultura em grande parte das regiões produtoras. No entanto, a má distribuição das chuvas e a redução dos volumes em estados estratégicos acendem um alerta importante para o setor.
Entre os principais polos da segunda safra, Mato Grosso do Sul e Goiás apresentam realidades distintas nas últimas semanas, refletindo a influência direta das condições meteorológicas sobre o campo.
No Mato Grosso do Sul, as chuvas ocorreram de forma esparsa, dificultando a conclusão do plantio em algumas áreas remanescentes. Ainda assim, as lavouras mantêm um desenvolvimento considerado satisfatório. Por outro lado, produtores enfrentam crescente pressão fitossanitária, com aumento significativo da incidência de pragas como as lagartas do gênero Spodoptera e a lagarta-do-cartucho, exigindo reforço no monitoramento e no manejo.
A situação é mais delicada nas regiões sudoeste e sul do estado, onde a combinação de baixos índices pluviométricos e altas temperaturas tem reduzido os níveis de água no solo. Em municípios como Dourados, dados do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) apontam déficit hídrico persistente ao longo do ciclo da cultura. Esse cenário já começa a refletir na redução do potencial produtivo do milho segunda safra.
O SISDAGRO utiliza indicadores agrometeorológicos como precipitação, evapotranspiração e o balanço hídrico do solo para avaliar os impactos das condições climáticas sobre as lavouras, oferecendo uma leitura técnica fundamental para orientar decisões no campo.
Enquanto isso, em Goiás, o comportamento climático tem sido mais favorável em algumas regiões, contribuindo para o desenvolvimento das plantas, embora o produtor siga atento às variações no regime de chuvas.
O cenário reforça a importância do acompanhamento técnico constante e do uso de ferramentas de monitoramento climático para mitigar riscos e preservar a produtividade. Em um ano marcado por incertezas, a gestão eficiente das lavouras será decisiva para garantir bons resultados na safrinha 2026.
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