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Sexta-feira, 29 de Maio de 2026

Câmara dos Deputados aprova PEC que prevê o fim da escala 6x1 e proposta segue para o Senado

Ao anunciar o resultado da votação, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, classificou a medida como uma "mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil".

Brasília, DF – Em uma votação considerada histórica por parlamentares e representantes de movimentos trabalhistas, a Câmara dos Deputados aprovou nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. O texto recebeu amplo apoio dos deputados, com 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários.

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A proposta representa uma das mais significativas discussões sobre relações de trabalho dos últimos anos e tem como objetivo promover melhores condições de vida para os trabalhadores brasileiros, ampliando o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar e às atividades pessoais.

Ao anunciar o resultado da votação, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, classificou a medida como uma "mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil". Segundo ele, a aprovação da PEC marca um momento histórico na busca por avanços nas condições de trabalho e na valorização da força produtiva do país.

“Estamos em um dia histórico para o Brasil”, declarou Motta após a votação, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato que reuniu representantes do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), grupo que tem liderado mobilizações em defesa da redução da jornada e do fim da escala 6x1.

A escala 6x1, amplamente utilizada em diversos setores da economia, prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um dia de descanso. Defensores da proposta argumentam que o modelo impacta diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores, dificultando o equilíbrio entre vida profissional, familiar e social.

Com a aprovação na Câmara, a PEC segue agora para análise do Senado Federal. Para ser definitivamente aprovada, a proposta precisará obter o apoio mínimo de 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação.

O debate promete mobilizar diferentes setores da sociedade, incluindo representantes dos trabalhadores, empresários, especialistas em relações trabalhistas e lideranças políticas. Enquanto apoiadores destacam os benefícios sociais e a melhoria da qualidade de vida dos empregados, setores produtivos acompanham a discussão avaliando possíveis impactos econômicos e operacionais.

Caso seja aprovada também pelo Senado, a medida poderá representar uma das maiores transformações nas regras trabalhistas brasileiras das últimas décadas, redefinindo a organização da jornada de trabalho em diversos segmentos da economia nacional.

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