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Domingo, 01 de Março de 2026

Após três transplantes de medula, menina conhece doador que disse “sim” para ela

Pâmella recebeu o diagnóstico de leucemia ainda na primeira infância. O tratamento inicial incluiu quimioterapia e acompanhamento hospitalar contínuo.

Pâmella tinha apenas 2 anos quando foi diagnosticada com leucemia. Hoje, recuperada, ela teve a oportunidade de conhecer o anjo que salvou, quando a garotinha precisou fazer três transplantes de medula. O encontro ocorreu após o cumprimento dos protocolos que permitem a identificação entre doador e paciente.

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A compatibilidade repetida chamou atenção. O homem que se cadastrou como voluntário em 2005 e foi chamado em 2022 para doar células compatíveis tem nome e endereço: Wagner, morador de Mariana, em Minas Gerais. Ele confirmou a doação nas três vezes em que foi acionado pelo sistema.

O registro nacional de doadores no Brasil, o Redome, reúne milhões de voluntários, o que amplia as possibilidades de encontrar compatibilidade para quem precisa de um transplante fora do circulo familiar.

O encontro

O encontro entre Pâmella e Wagner foi emocionante e aconteceu depois da liberação oficial para que doador e receptora pudessem se identificar. No Brasil, a legislação determina um prazo mínimo antes que as partes tenham acesso às informações pessoais uma da outra. A medida busca garantir segurança e estabilidade clínica antes do contato direto.

Quando finalmente puderam se ver, Wagner e Pâmella já tinham passado por um processo longo mediado por equipes médicas e pelo registro de doadores. O momento foi organizado dentro das normas que regulam esse tipo de aproximação.

Wagner afirmou que decidiu manter a doação nas três ocasiões em que foi chamado. Segundo ele, o cadastro foi feito há mais de 15 anos, sem expectativa de quando ou para quem seria a ajuda. “Eu apenas confirmei a decisão que já tinha tomado lá atrás”, disse.

O tratamento e os três transplantes

Pâmella recebeu o diagnóstico de leucemia ainda na primeira infância. O tratamento inicial incluiu quimioterapia e acompanhamento hospitalar contínuo.

Após a primeira recidiva da doença, em 2022, foi indicado o transplante de medula óssea. Sete meses depois, exames apontaram nova recidiva, o que levou ao segundo transplante, realizado em 2023.

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