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Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2026

Crise, inflação alta e guerra: o que está por trás das manifestações no Irã que já deixaram 7 mortos

Milhares de pessoas foram às ruas, e comerciantes estão fazendo uma paralisação diante do custo de vida no país. Sanções e conflitos pioraram a situação econômica do país.

Pelo menos sete pessoas morreram em uma onda de manifestações no Irã, segundo números divulgados pelas autoridades locais nesta quinta-feira (1º).

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As manifestações acontecem em meio a uma grave crise econômica, marcada por inflação elevada, desvalorização da moeda local e impactos de sanções internacionais. No radar também está a guerra de junho contra Israel.

As manifestações se intensificaram na segunda-feira (29), quando centenas de pessoas foram às ruas para protestar contra a situação econômica e o custo de vida.

Comerciantes também iniciaram uma paralisação e fecharam lojas em Teerã.

Os movimentos se espalharam pelo país com o apoio de estudantes.

O governo do presidente Masoud Pezeshkian afirmou que abriu um canal de diálogo com representantes da sociedade para discutir demandas da população.

“Reconhecemos oficialmente os protestos. Ouvimos essas vozes e sabemos que isso tem origem na pressão natural provocada pelas dificuldades no sustento da população”, afirmou a porta-voz do governo na terça-feira.

O aceno do governo não foi suficiente. Nos últimos dias, houve confronto entre manifestantes e forças de segurança. Imagens que circulam nas redes sociais mostram objetos em chamas nas ruas e sons de tiros

Na quinta-feira, segundo a mídia local, três manifestantes morreram e 17 ficaram feridos durante um ataque a uma delegacia de polícia na província de Lorestan, no oeste do país.

De acordo com a Associated Press, esta é a maior onda de manifestações no Irã desde 2022, quando a jovem Mahsa Amini morreu após ser detida pela polícia por descumprir o rígido código de vestimenta do país.

G1